O município se estende por 1 929,4 km² e conta com 19,2 mil habitantes.
A densidade demográfica é de 10 habitantes por km² no território do município.
Vizinho dos municípios de Tupanciretã, Ivorá e Salto do Jacuí

Economia

Dentro de sua área de influência, a cidade atrai maior parte dos visitantes para logística de transportes.
O PIB da cidade é de cerca de R$ 1,2 milhão, sendo que 55,8% do valor adicionado advém dos serviços, na sequência aparecem as participações da agropecuária (29,5%), da administração pública (10,7%) e da indústria (4,1%). Com esta estrutura, o PIB per capita de Júlio de Castilhos é de R$ 63,8 mil, valor superior à média do estado (R$ 42,4 mil). Do total de trabalhadores, as três atividades que mais empregam são: administração pública em geral, cultivo de soja e abate de suínos. Entre os setores característicos da cidade, também se destacam as atividades de comércio atacadista de cereais e leguminosas.

História

Nas terras do atual Município de Júlio de Castilhos, em tempos imemoráveis, vagavam os índios tapes. No início do Séc. XVII, os jesuítas, para protegê-los, os reuniram em uma aldeia chamada Redução de Nossa Senhora de Natividade. Temendo o ataque dos bandeirantes, que caçavam índios para vendê-los aos engenhos do norte, em 1638, houve uma fuga para além do Rio Uruguai. Meio século depois, os jesuítas começaram a voltar fundando os Sete Povos das Missões (1660 a 1690).
As terras do atual Município de Júlio de Castilhos pertenceram ao domínio espanhol até 1801, quando, com a Conquista das Missões, passou a pertencer a Portugal. Esse ano marca o início do povoamento na região. De 1809 a 1811 apareceram os primeiro pioneiros na ocupação das terras: André Pereira Garcia e Manuel Moreira Pais. Em seguida, chega o jovem curitibano João Vieira de Alvarenga, sua mulher Maria Rosa de Morais, seu filho Manoel e alguns escravos. O local escolhido por Alvarenga foi o alto da Coxilha do Durasnal, posteriormente denominado de “Fazenda da Boa Vista”. Este seria, portanto, o primeiro nome de Júlio de Castilhos.
A partir de 1834, essa área ficou, oficialmente, pertencendo ao Município de Cruz Alta, e ao seu Distrito de São Martinho. em 1870, com o traçado da praça central e das primeiras ruas, o lugar passou a ser conhecido como “Povo Novo”. Em 17 de junho de 1877, herdando as terras de seus pais, Manoel Vieira de Alvarenga faz a doação de cerca de 42 hectares à Câmara de São Martinho (município emancipado em 1876), e, portanto, é considerado o “Fundador da Cidade de Júlio de Castilhos”.
Em 1885, foi trocada a denominação do lugar para Vila Rica e, em 14 de julho de 1891, emancipado de São Martinho, passou a constituir o Município de Vila Rica.
De início teve duas Comissões Administrativas composta de cinco pessoas e, em fins de 1892, foi nomeado o primeiro intendente (prefeito) provisório, Gonçalo Soares da Silva. Em fins de 1896 houve a Primeira Eleição do Município, com a vitória do Capitão Luiz Gonzaga de Azevedo.
De 1905 em diante, homenageando seu filho mais ilustre, a cidade passou a denominar-se JÚLIO DE CASTILHOS.